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11/07/2008 | Versão para Impressão

Escolas lotam agenda da exposio Mulheres e Prticas de Sade, prorrogada at outubro

O Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (Muhm) prorrogou até outubro a exposição Mulheres e Práticas de Saúde: Medicina e Fé no Universo Feminino. A exposição homenageia a trajetória de médicas, parteiras – formadas e "curiosas" – e benzedeiras de municípios como Santa Maria, Ijuí, Uruguaiana, Capivari do Sul, entre outros. O agendamento de escolas no museu, que tem as segundas-feiras reservadas para receber alunos de ensino fundamental, está lotado até o final da exposição e para boa parte do início da próxima mostra. As primeiras turmas atendidas foram das escolas São Pedro (municipal) e Raul Pilla (estadual).

De acordo com a responsável pelo setor Educativo do Muhm, a historiadora Daniela Vallandro  de Carvalho, há somente duas semanas livres em outubro, no período entre a exposição atual e a próxima, depois, só em dezembro. Os alunos que visitam o Muhm participam de oficinas sobre a mostra, que conta a história das primeiras médicas formadas no Brasil é apresentada através de fotos, documentos e objetos.

História

A precursora da medicina brasileira, a gaúcha Rita Lobato, formou-se na Bahia em 1887, e desde a inauguração desta mostra dá nome a uma sala do museu. Os visitantes vêem objetos que lhe pertenceram, cedidos para o museu pela sua família. A viagem no tempo se completa com a reprodução de um figurino de época utilizado pela médica, baseado em fotos do acervo do Muhm. A confecção da roupa foi possível graças ao apoio dos cursos de graduação em Design em Moda e Tecnologia e de especialização em Moda, Arte e História, ambos da Feevale. As duas médicas seguintes a formar-se em território brasileiro também eram gaúchas: Ermelinda Lopes Vasconcelos e Antonieta César Dias formaram-se no Rio de Janeiro, em 1888 e 1889. Mais tarde, em 1904, Alice Maeffer tornou-se a primeira a formar-se em solo gaúcho.

Fotos e documentários

Os tempos atuais estão representados pelo trabalho do fotógrafo Felipe Henrique Gavioli, que registrou as entrevistas feitas pelo historiador Éverton Quevedo. Foram ouvidas dez médicas ainda atuantes de diferentes especialidades que alcançaram níveis de excelência técnica e acadêmica.  As parteiras e benzedeiras foram escolhidas com o apoio da folclorista Elma Sant'Ana, que editou, em parceria com o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), dois livros com essa temática. Seus depoimentos estão nos documentários "Fé" e "Vida", feitos especialmente para a exposição e que o público pode assistir no Museu. Algumas dessas mulheres aprenderam o ofício na faculdade, formando-se em Enfermagem Obstétrica, curso que em Porto Alegre deu origem, junto com o de Farmácia, à atual faculdade de Medicina da Ufrgs. Partos difíceis e benzeduras para todos os males fazem parte das histórias relatadas por elas. As crianças aprendem que os depoimentos colhidos para os documentários também são objeto de estudo – história oral – e somam-se aos documentos escritos e livros como fonte de pesquisa.

 
Quintas no Museu

Integra a programação da mostra o evento Quintas no Museu, que é gratuito e acontece todas as quintas-feiras, às 18 horas, no hall (entrada) do Muhm. O espaço é aberto para apresentações musicais, palestras, bate-papos sobre saúde, história e medicina. No mês de julho o evento apresenta o Ciclo Museus e Educação.

O Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul tem sua sede em Porto Alegre, na av. Independência, 270, bairro Centro. Mais informações podem ser obtidas pelo fone (51) 3029.2900, pelo e-mail museu@simers.org.br ou ainda pelo site www.muhm.org.br.


Visita da Escola Estadual Raul Pilla (segunda-feira, 07 de junho)


Escola Escola Raul Pilla Escola Escola Raul Pilla

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