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03/04/2009 | Versão para Impressão

Camaqu recebe a mostra Retratos da Medicina

O Museu de História da Medicina do RS (MUHM) inaugurou nesta terça-feira (31) à noite no município de Camaquã, a exposição itinerante Retratos da Medicina: A história Médica do Rio Grande do Sul. A mostra, que está no Centro Administrativo Municipal (avenida Olavo Moraes, 1070) fica aberta a visitação até 03 de maio, das 9h às 19h. A iniciativa é do MUHM e do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) e já percorreu 25 cidades gaúchas com fotografias, livros e materiais que contam um pouco sobre a trajetória médica no Estado desde o século XVIII, com o apoio das Delegacias Regionais do Sindicato. Em Camaquã a mostra conta ainda com o apoio da Prefeitura Municipal, Departamento Especial de Desenvolvimento, Núcleo de Pesquisas Históricas, UNIMED, CT Imagem e Radiare. A exposição chega a 2009 renovada pelas inclusões de informações sobre personagens que viveram nas cidades por onde a mostra passa. Outra novidade é um novo painel que permite aos visitantes assistir um vídeo sobre História da Medicina e ainda interagir com a mostra, utilizando em si mesmos os estetoscópios disponíveis na mostra.

Em Camaquã, com o apoio do Núcleo de Pesquisas Históricas, foram inseridos dois banners sobre três médicos que atuaram na cidade: Darcílio de Souza Garcia, João da Silva e Azevedo e José Domingues Carvalho Bastos.

Retratos da Medicina é dividida em quatro partes: a prática médica - presença dos primeiros médicos em território gaúcho; o ensino médico - pelo relato das primeiras escolas no Brasil e no Rio Grande do Sul; a defesa da profissão e organização sindical; e, finalmente, os personagens da história da medicina.

Quem visitar a mostra vai encontrar objetos do acervo do MUHM, como fórceps, instrumentos cirúrgicos, bisturis e afastadores, estojos oftalmológicos, um microscópio e um eletrocardiógrafo. O acervo completo do museu conta com mais de 2 mil objetos museológicos, aproximadamente 5 mil livros e 10 mil documentos, entre raridades nacionais e estrangeiras e amplo material digitalizado para pesquisa, composto por doações de profissionais e familiares de todo o Estado. Em Camaquã foram inseridos dois painéis sobre médicos locais e fotos do hospital Nossa Senhora de Aparecida, em parceria com o Núcleo de Pesquisas Históricas da cidade.

O acervo do MUHM é formado basicamente por doações de materiais, documentos, fotos e livros sobre a medicina. A Delegacia Regional do SIMERS em Camaquã doou um eletrocardiógrafo que era utilizado até por volta da década de 50, e o MD. Nino Garcia, filho do MD. Darcílio de Souza Garcia, retratado na mostra, procurou o museu para doar uma maleta pertencente a seu pai. Interessados podem entrar em contato com a equipe do museu pelo fone (51) 3029.2900 ou pelo e-mail museu@simers.org.br, ou diretamente na sede em Porto Alegre, que fica na avenida Independência, 270, Centro.

Conheça mais sobre alguns médicos da cidade que estão presentes na mostra:

MD. Darcílio de Souza Garcia - Nasceu em Camaquã (RS) no dia 25 de fevereiro de 1903 na Estância da Lavoura. Era filho de Gabriel Francisco Garcia e de Dona Theodora Florença de Souza Garcia, ambos descendentes dos primeiros povoadores da referida localidade. Concluiu o curso primário no Colégio Elementar Sete de Setembro. Em seguida, matriculou-se no Ginásio Anchieta, em Porto Alegre, onde completou o curso preparatório para ingresso na Faculdade em 1930: neste ano prestou provas e, aos 28 anos, ingressava na Faculdade de Medicina de Porto Alegre, concluindo o curso no dia 12 de dezembro de 1936. Tornou-se o primeiro camaqüense a diplomar-se em medicina. Clinicou na então vila de Dom Feliciano, distrito de Encruzilhada do Sul. Exerceu suas atividades profissionais nesta comunidade por um período de 37 anos, falecendo no ano de 1974.

MD. João da Silva e Azevedo
- Nasceu em 14 de março de 1831, na cidade de Rio Grande. Em 1861, era Tenente Cirurgião-Mor do 6º Corpo de Cavalaria da Guarda Nacional, transferiu-se em 1865 para Camaquã, quando assumiu funções de responsável no  Serviço de Estatística. Foi também vereador entre 1881 e 1889, além de atuar em associações e irmandades religiosas. Proclamada a República, participou de uma comissão para administrar provisoriamente o município, órgão este que possuía as mesmas atribuições conferidas anteriormente às Câmaras Municipais durante o período imperial.


MD. José Domingues Carvalho Bastos - Nasceu em 27 de outubro de 1871, na cidade do Rio de Janeiro. Cursou medicina em sua terra natal e no ano de 1890, concluindo seus estudos na Escola de Farmácia de Ouro Preto, em Minas Gerais. A seguir ingressou no 35° Batalhão de Infantaria, sediado na Bahia, exercendo a profissão de Tenente-médico. Posteriormente Dr. Carvalho Bastos veio ao Rio Grande do Sul, acompanhando seu grupo militar, instalando-se no Município de São João Batista de Camaquã. Foi um dos primeiros médicos a residir na comunidade. Após desligar-se do exército, o médico igualmente passou a exercer a profissão de farmacêutico e dentista, com a autorização da Junta de Higiene do Estado. Carvalho Bastos também envolveu-se na política: na Revolução de 1893, ocupando o posto de major, serviu como farmacêutico das tropas do Partido Castilhista. Nos primeiros anos após 1889, já estabelecido o Regime Republicano brasileiro, foi secretario de governo na administração de Cristovão Gomes em Camaquã. Tornou-se novamente secretário na gestão do intendente de Manoel Crescêncio de Souza. No ano de 1917, assumiu esta intendência municipal em substituição a Cel. Lúcio Barbosa Meireles, exercendo novamente o cargo através de eleição em 1925. Em 1937, no governo de Boaventura Azambuja Centeno, foi eleito Presidente da Câmara de Vereadores.  Em 1938, assumiu mais uma vez o cargo de governante municipal. À frente da prefeitura, Bastos defendeu a obrigatoriedade do ensino, incentivando as famílias a matricularem seus filhos nas escolas; ampliou e renovou as vias de comunicação do município através de estradas e pontes; aumentou os salários dos servidores  públicos. Em 12 de outubro de 1943, aos 72 anos, faleceu na então denominada 1ª Zona de Camaquã. Em 24 de abril de 1956 foi criado o Grupo Escolar Dr. Carvalho Bastos, instalado em uma área antes pertencente ao homenageado. Por fim, próximo à Fazenda Santa Bárbara, cresceu a Vila que hoje leva seu nome.

Galeria de fotos

Painéis sobre Camaquã





Vista da Exposição




Representante da Delegacia Regional do SIMERS em Camaquã, Dr. Victor Hugo Ferrão, o Diretor do Museu de História da Medicina, Historiador Ms. Éverton Quevedo, a Diretora do SIMERS Dra. Ariadene Duarte, José Carlos Delfini, diretor representante da Unimed Centro Sul, e representando o prefeito municipal de Camaquã o Secretário Municipal de Administração Cláudio Osman Brochi da Silva



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