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31/05/2010 | Versão para Impressão

Exposio Caminhos do Partenon: do Hospital de Isolamento ao Sanatrio

A história de 100 anos iniciada com o Hospital de Isolamento São José até a formação do atual complexo de hospitais que se tornou o Hospital Sanatório Partenon, em Porto Alegre, ganhou vida com a inauguração da mostra "Caminhos do Partenon: do Hospital de Isolamento ao Sanatório". A exposição faz parte da programação do Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul para a 8ª Semana Nacional dos Museus o Dia Internacional, comemorado em 18 de maio, e segue até 02 de outubro na Sala Rita Lobato do museu (av. Independência, 270, Centro Histórico de Porto Alegre).

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Caminhos do Partenon na Sala Rita Lobato

A mostra foi projetada em conjunto com a equipe do serviço de Documentação e Memória do hospital e aborda do surgimento da instituição em decorrência de epidemias e doenças como a varíola e a tuberculose até aos serviços atuais de atendimento terapêutico em HIV/Aids (SAT). A inauguração contou com a presença de Francisco Paz, representante da Secretária Estadual da Saúde Arita Bergmann, do diretor do Hospital Sanatório Partenon Jaime Porto, dos principais diretores da área da saúde hospitalar estadual, além de médicos e representantes de museus. 

 


Exposição 100 anos Caminhos do Partenon: do Hospital de Isolamento ao Sanatório - Abertura 18 de maio Dia Internacional dos Museus
A médica Ariadene Duarte, diretora do SIMERS, representou o presidente Paulo de Argollo Mendes

Ao falar da importância e do reconhecimento do trabalho do hospital a diretora do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) Ariadene Duarte destacou a dificuldade que os médicos deviam sentir, na época em que o  Partenon iniciou suas atividades, quando pouco se podia fazer pelo paciente. "Eu me coloco no lugar daquele médico, que como no poema de Manuel Bandeira, não consegue curar o paciente, e diz que a única coisa a fazer é tocar um tango argentino, o quão frustrante deveria ser", disse a médica, ao citar o poema "Pneumotórax", sobre a tuberculose. 

Exposição 100 anos Caminhos do Partenon: do Hospital de Isolamento ao Sanatório - Abertura 18 de maio Dia Int ernacional dos Museus
Diretor do Partenon, Jaime Porto

O diretor do Partenon, Jaime Porto, e o representante da secretaria da Saúde, Francisco Paz, parabenizaram e agradeceram ao MUHM e ao SIMERS pela iniciativa da exposição e da parceria com o Serviço de Documentação do Hospital. Eles falaram sobre o trabalho da instituição e da própria equipe e ainda sobre os diferentes serviços agregados que o hospital vem prestando até hoje, que justificariam uma acréscimo do termo "complexo hospitalar" ao nome.

Exposição 100 anos Caminhos do Partenon: do Hospital de Isolamento ao Sanatório - Abertura 18 de maio Dia Int ernacional dos Museus
Representante da secretaria da Saúde, médico Francisco Paz

Éverton Quevedo, historiador e diretor do MUHM, destacou a parceria com o Serviço de Documentação do Hospital e a própria equipe, neste Dia Internacional de Museus. "Esta exposição tornou-se muito especial para todos nós", disse o historiador.

 
 
 


Diretor do MUHM, historiador Éverton Quevedo


Emoção

Felizes com a homenagem, funcionários do Hospital Partenon posaram junto às fotos históricas da instituição e aos organizadores do evento.

Exposição 100 anos Caminhos do Partenon: do Hospital de Isolamento ao Sanatório - Abertura 18 de maio Dia Int ernacional dos Museus

Equipe do Hospital Sanatório Partenon posou junto às fotos históricas e aos organizadores

Foto: Patrícia Comunello

 
A exposição

Desde o fim do século XIX até as primeiras décadas do século XX foram praticamente as mesmas doenças infecciosas que incidiram no RS: difteria, tifo, peste, febre tifóide, varíola, varicela, sífilis, tuberculose, gripe, entre outras.
Nessa época a causa das epidemias era desconhecida, assim como a noção de contágio, e, até a metade do século XX, o controle das doenças contagiosas e das epidemias restringia-se praticamente ao isolamento dos doentes em lazaretos instalados em locais distantes dos centros urbanos. O prédio do hospital de isolamento foi primeiro a ser construído, em 1910, e é onde funciona atualmente o serviço SAT de atendimento em HIV/Aids, entre outros serviços prestados pela instituição.
O MUHM é mantido pelo SIMERS e ocupa a frente do prédio histórico da Beneficência Portuguesa. Visitação de terças a sextas-feiras das 11h às 19h e das 14h às 19h nos sábados e domingos, com agendamentos de grupos de escolas, faculdades e turismo pelo e-mail educativo.museu@simers.org.br A entrada é gratuita sempre e há estacionamentos próximos ao local.
 
 A equipe do MUHM aguarda sua visita!
 

Foto: Patrícia Comunello


Demais fotos: Letícia Castro



Veja mais nas matérias do programa ATIVIDADE SIMERS

Canal do MUHM no             YouTube Inauguração (veiculada em 22/05/2010)


Canal do MUHM no             YouTube Entrevista com a historiadora Denise Bastos (veiculada em 15/05/2010)



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