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22/06/2010 | Versão para Impressão

FENAM lana a Rede de Museus de Histria da Medicina

A Federação Nacional dos Médicos lançou, nesta quarta-feira (12) a Rede Nacional de Museus de História da Medicina (RNMHM). O evento, que estabeleceu um marco na história da entidade, foi realizado no Salão Candelária, do Hotel Windsor Guanabara, no Rio de Janeiro. 


Fotos: Ana Paula da Fonseca/FENAM

O lançamento contou ainda com a conferência "História das doenças e instituições de saúde: encontros e desencontros". O conferencista foi o professor Luis Antonio Castro Santos, bacharel em Ciências Políticas e Sociais pela PUC do Rio de Janeiro, Master of Sciences pela Harvard School of Public Health e PhD em Sociologia pela Harvard University, nos Estados Unidos; professor associado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde desde 1987 exerce as funções de ensino e pesquisa no Instituto de Medicina Social, além de pesquisador do CNPq e avaliador institucional do SINAES/INEP. O evento foi realizada pela Federação Nacional dos Médicos (FENAM) e com o apoio do Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM).

Os museus, memoriais e entidades médicas que já aderiram à Rede são os seguintes: Museu da História da Medicina do Rio Grande do Sul, Centro de Memória da Medicina, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Museu da Vida, da Fundação Instituto Oswaldo Cruz; Casa de Oswaldo Cruz, da Fiocruz; Museu da Academia Nacional de Medicina, Museu Histórico Dr. Wladmir da Prússia Gomez Ferraz, da Unifesp; Museu Histórico Carlos da Silva Lacaz, da Universidade de São Paulo (USP), Memorial da Pediatria, do Rio de Janeiro, Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Associação Comercial do Rio de Janeiro, Museu da Medicina do Pará, e Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
 

Foto: divulgação/MUHM
FENAM lança no próximo dia 12 a Rede de Museus de História da Medicina
I Encontro de Museus de História da Medicina impulsionou a criação da Rede 
 

Histórico: Encontro de Museus

A criação da RNMHM foi viabilizada durante o I Encontro Nacional de Museus de História da Medicina, evento realizado pela FENAM nos dias 11 e 12 de março deste ano, no Rio de Janeiro, apoiado pelo Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul e pelos Sindicatos Médicos do Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco, Pará, São Paulo e Minas Gerais, com a adesão de outras instituições do país. 

O encontro teve como objetivo reunir e aproximar os representantes das instituições do setor, impulsionando, assim, a criação da Rede Nacional de Museus de História da Medicina, que interligará museus de todas as regiões do Brasil e possibilitará que o público tenha acesso a todo o acervo disponível sobre a profissão mais antiga e conhecida no mundo. O objetivo principal é fazer com que toda a população possa conhecer objetos, obras literárias e de artistas plásticos, entre outras peças, que contam não apenas a história da medicina, mas também a própria história do Brasil.

Os acervos desses museus mostram de que maneira a medicina era praticada antigamente, como os bisturis utilizados no século XIX, o aparelho de alta frequência usado na década de 20 para terapia através da corrente elétrica; seringa do século XVIII utilizada na lavagem de ouvidos, bem como selos raros ligados à personalidades e a fatos históricos relacionadas à medicina. Além disso algumas instituições possuem relíquias como obras de Candido Portinari, Rodolfo Bernadelli, Batista da Costa e René Lalique; réplica fiel do estetoscópio em madeira inventado por Laennec em 1818, cujo original foi trazido para o Brasil pelo médico de D. Pedro I; óculos que pertenceram a escritores, intelectuais e políticos como Dom Pedro II, Juscelino Kubitschek, Getúlio Vargas, Rui Barbosa, Guimarães Rosa e José Lins do Rego; cadeira-trono onde D. Pedro II se sentava quando participava das sessões solenes da Academia Nacional de Medicina; objetos de uso pessoal dos médicos Juliano Moreira, Carlos Chagas, Oswaldo Cruz e Miguel Couto.


No site www.redemuseusmedicina.org.br nove museus – um do Rio Grande do Sul, um de Minas Gerais, dois de São Paulo e cinco do Rio de Janeiro – já inseriram informações e podem ser consultados e contactados pela web de qualquer lugar do mundo, facilitando a comunicação e a divulgação entre as próprias instituições e entre o público.



Comunicação MUHM com informações da Assessoria de Imprensa da FENAM
 


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