menu.jpg

15/09/2011 | Versão para Impressão

Cirurgia cardaca: passado, presente e futuro no MED & CINE

Hoje à noite (15) o Museu de História da Medicina do RS e o Núcleo Acadêmico SIMERS (NAS) promoveram a última edição do ano do MED&CINE apresentando o filme “Quase Deuses” (2004). 

Veja como foi a última edição de 2011.

O mestre e doutorando em História pela UFRGS Rafael Hansen Quinsani começou o evento com um breve comentário sobre o filme — o pesquisador trabalha com o cinema e as influências na história como ciência e seus paradigmas. Ele abordou as questões étnicas e sociais apontadas no filme como o grande destaque, em especial quanto ao contexto de época, que remonta o surgimento de movimentos como os Panteras Negras e Black Power nos EUA.

Após o filme aconteceu a palestra com o dr. Eduardo Keller Saadi — professor adjunto da UFRGS, coordenador do serviço de Cirurgia Cardiovascular e do Centro da Aorta do Hospital Mãe de Deus. Dr. Saadi falando sobre o passado, presente e futuro da cirurgia cardíaca.
 O médico apresentou a cirurgia desde seus promórdios, no tempo dos "cirurgiões barbeiros" até os dias de hoje, a tecnologia aplicada em aneurismas de aorta, riscos, formação de um cirurgião em termos de tempo de estudo e ainda algumas perspectivas para o futuro, com a robótica e a integração cada vez maior entre as diferentes especialidades médicas. Saadi encerrou lembrando que o humanismo e a compaixão seguem sendo primordiais para os médicos, que continuam tendo de responder às mesmas angústias de seus pacientes ao longo dos tempos, independentemente da tecnologia.





O filme

A obra "Quase Deuses", de Joseph Sargent, é narrada em 1930, e conta a história de Vivien Thomas (Mos Def), hábil marceneiro que sonha ser médico. Ele consegue emprego como faxineiro do Dr. Alfred Blalock (Alan Rickman), que logo descobre sua inteligência privilegiada e começa a aproveitá-lo melhor. O pesquisador acaba se tornando cirurgião-chefe de uma universidade, onde está pesquisando novas técnicas para a cirurgia do coração. Os dois acabam fazendo parceria incomum e conflitante, pois Thomas nem sempre era lembrado quando ambos criavam uma técnica — já que não era médico. Além disso havia a pressão social pelo fato de Thomas ser negro e pobre.




Veja como foi a edição anterior.

Assista as palestras da última edição.



Compartilhe:


Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player