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22/05/2012 | Versão para Impressão

Aberta a exposio "Da lepra hansenase"

Com a presença de autoridades e representantes da área médica e cultural e na véspera do Dia Internacional dos Museus, o Museu de História da Medicina inaugurou sua exposição Da lepra à hanseníase. A mostra fica até 30 de setembro na Sala Rita Lobato com vídeos e imagens históricas com acervo do Hospital Colônia Itapuã, além de fotos recentes feitas pela Primeira Dama do Estado Sandra Genro, médica e fotógrafa, em visita ao local no início deste ano. A programação integrou ainda as comemorações da 10ª Semana Nacional de Museus, promoção do Instituto Brasileiro de Museus do Ministério da Cultura (Ibram/MinC). O MUHM é mantido pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul.





Na abertura o diretor do MUHM Germano Bonow salientou a importância da descoberta do tratamento e da cura para a história da Medicina e saudou a presença dos secretários Ciro Simoni, da Saúde - representando o governador Tarso Genro - e Fabiano Pereira, da Justiça e Direitos Humanos. 


Germano Bonow, diretor do MUHM (E), Paulo de Argollo Mendes, presidente do SIMERS, diretor do Hospital Colônia Itapuã, Moggar Mattos, e secretário estadual da Saúde Ciro Simoni

O presidente do SIMERS, Paulo de Argollo Mendes, falou do trabalho do médico e das reações de familiares, dando o exemplo da própria família, onde sua mãe não deixava o pai se aproximar das crianças sem determinados procedimentos que considerava seguros.

Sandra Genro falou da emoção de ver seu trabalho no Museu de História da Medicina, mantido pelo seu Sindicato, unindo a fotografia à profissão que exerceu durante tantos anos.

Após as falas a exposição foi aberta ao público, que pôde conferir o percurso histórico que passa pelos tempos bíblicos, a fundação do Hospital Colônia Itapuã, seu cotidiano e processo de isolamento, até os dias de hoje, com fotos da Primeira Dama e da fotógrafa Beliza Boniatti. Para simular o isolamento foi montada uma cabine com um vídeo de depoimentos de pacientes e cenografia para fazer o visitante sentir a mudança para o hospital e a vida que era levada na colônia.



Entre os presentes estiveram representantes da área médica e cultural tanto de Porto Alegre como das esferas estadual e nacional, como o coordenador do Sistema Estadual de Museus do RS, Joel Santana, e o coordenador nacional do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) Artur Custodio.






Veja mais fotos: 
Acervo Cedope HCI, Coletivo NonDogma e evento de inauguração da exposição
Confira a programação completa do MUHM para a 10ª Semana de Museus

Leia mais na revista 
VOX Médica, do mantenedor do MUHM, Sindicato Médico do RS

 

A exposição pretende discutir e difundir a história das políticas públicas de saúde voltadas para uma doença emblemática na História da Humanidade, a lepra, hoje denominada no Brasil hanseníase. Impossível tratar do tema sem abordar os leprosários e mais tarde os Hospitais Colônias. Nesse sentido, ganha espaço o Hospital Colônia Itapuã (HCI), localizado a 67 Km de Porto Alegre, única instituição do gênero no RS. 


(Foto: Cedope HCI)


A iniciativa possibilitará o reconhecimento dos atores sociais envolvidos: políticos, médicos e enfermos. A pretensão do MUHM é mostrar as transformações da moléstia ao longo do tempo, evidenciar que médicos e doentes estavam condicionados ao conhecimento técnico e científico do período, apontando assim que o isolamento era a única terapêutica reconhecidamente eficiente e que o estigma remonta a um imaginário tão antigo quanto a trajetória humana.

Isolamento e hospitais colônia 

Hospitais colônia como o Itapuã tentavam reproduzir a vida do lado de fora. Assim foram construídas igrejas, pavilhões de diversões, foram estimuladas atividades esportivas e religiosas. A igreja luterana do local é uma das últimas obras do arquiteto Theo Wiederspahn, e houve até o Clube Esportivo Itapuã. Mas, apesar de haver casamentos como fora da colônia, os filhos eram transferidos ao nascer para outro local, o Amparo Santa Cruz. Situações semelhantes aconteceram país afora e atualmente existem ações para promover a reunião dessas famílias. 



Para ilustrar a estrutura do hospital, um vídeo produzido pela Leopoldis-Som cedido pelo Museu do Trabalho e pela RBS TV, mostra o local em 1943. Já o documentário "Memórias do Isolamento", produzido pela doutora em História Juliane Serres e pelo fotodocumentarista Felipe Henrique Gavioli, dá conta do aspecto do isolamento por meio de entrevistas com internos. Um vídeo com trechos da mini-série "Rei Davi", com imagens cedidas pela Rede Record, se encarrega de mostrar o quão antiga é a doença e a própria prática do isolamento, substituída apenas recentemente com o advento da cura e do tratamento.

Itapuã hoje 

As fotos do Hospital Colônia Itapuã atual são fruto de uma parceria com o Gabinete da Primeira-Dama do RS, que traz a mostra fotográfica do Coletivo NonDogma. As fotos são dedicadas a revelar a atualidade das dependências e do cotidiano dos moradores do hospital, fruto do convite feito pelo Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) e da parceria com o Museu de História da Medicina. As imagens realizadas pelas fotógrafas Sandra Genro - também médica e Primeira-Dama do Estado do RS - e Beliza Boniatti somam-se aos esforços de romper o isolamento imposto aos doentes e às suas famílias.


Fotógrafas Beliza Boniatti e Sandra Genro




(Foto: Pórtico hospital - Sandra Genro/NonDogma)


Serviço da exposição Da Lepra à Hanseníase
Onde? Museu de História da Medicina (av. Independência, 270)
Quando é a visitação? até 30 de setembro
Qual o horário? terças a sextas-feiras das 11h às 19h; sábados, domingos e feriados das 14h às 19h.
Quanto custa? Entrada gratuita.
Escolas, como podem visitar? Acesse www.muhm.org.br/educativo


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