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24/05/2012 | Versão para Impressão

Pacientes e funcionrios do Hospital Itapu visitam sua histria

Emoção. Foi assim que nesta quarta-feira (23) o Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul recebeu o grupo de funcionários e pacientes do Hospital Colônia Itapuã, cuja história está sendo contada na exposição DA LEPRA À HANSENÍASE, recém inaugurada. Recebidos pelo historiador e diretor técnico do MUHM, Éverton Quevedo, que há mais de dez anos pesquisa o tema e a vida no Hospital Colônia Itapuã, o grupo ficou emocionado com as fotos de sua própria história e também com a beleza e o colorido das imagens das fotógrafas Sandra Genro - médica e primeira dama do RS - e Beliza Boniatti, além da contextualização histórica com vídeos e documentário. 



Entre os visitantes, João Pedro Martins e Teresina Müller Martins: um casal que se conheceu e casou na colônia. Seu João se reconheceu nas fotos, no Clube Esportivo Itapuã. Jogou mais de 20 anos pelo time. "Nunca fui expulso, estava lá para jogar futebol", conta. 



A enfermeira Salette Wanre, que acompanhou o grupo e aparece nas fotos atuais com a paciente Eva Pereira, falou pelos funcionários. "Foi muito bom ver no museu os pacientes e os funcionários, é como se houvesse uma integração entre o passado e o presente. Eles são vitoriosos. A gente tem uma leve ideia de tudo pelo que essas pessoas passaram, e eles carregam ainda uma necessidade muito grande de aceitação", relatou Salette. 



A exposição discute e difunde a história das políticas públicas de saúde voltadas para uma doença emblemática na História da Humanidade, a lepra, hoje denominada no Brasil hanseníase, e que atualmente tem tratamento e cura.

Segundo o historiador Éverton Quevedo, é impossível tratar do tema sem abordar os leprosários e mais tarde os Hospitais Colônias. Nesse momento entra a história do Hospital Colônia Itapuã, localizado a 67 Km de Porto Alegre, única instituição do gênero no RS. "A iniciativa possibilita o reconhecimento dos atores sociais envolvidos: políticos, médicos e enfermos, e a nossa é mostrar as transformações da moléstia ao longo do tempo e que médicos e doentes estavam condicionados ao conhecimento técnico e científico do período", explica. O historiador lembra que o isolamento era a única terapêutica reconhecidamente eficiente e que o estigma remonta a um imaginário tão antigo quanto a trajetória humana.

Ao final da visita o grupo se reuniu no hall do museu para uma homenagem: cantaram "Sempre fica perfume nas mãos de quem oferece rosas", devolvendo a emoção recebida à equipe do MUHM. 



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