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17/07/2013 | Versão para Impressão

Histria da Medicina em 3D: reconstruo revela face de esqueleto

Reconstrução facial forense do esqueleto "Joaquim"

Sucesso entre os visitantes, especialmente entre as crianças, o esqueleto do acervo do Museu de História da Medicina (MUHM), que integra a exposição "DESAFIOS: A Medicina e a luta pela vida", ganhou um rosto. A primeira etapa foi a realização de uma tomografia para traçar os primeiros contornos. Depois, uma técnica em 3D reconstruiu o rosto deste ilustre desconhecido. O resultado final pode ser conferido no próprio MUHM e foi apresentado no 14º Fórum Internacional de Software Livre, que aconteceu entre 03 e 06 de julho na PUCRS. A tomografia foi feita pelo laboratório Irradial e a reconstrução pelo 3D artist Cícero Moraes.

 

 

O mistério do homem por trás dos esqueleto importado pelo médico Gabriel Schlatter em 1921 para estudo de anatomia vai sendo parcialmente desvendado. Pouco se sabe sobre sua história: ele teria sido um condenado francês e o governo de seu país teria autorizado sua exportação para fins de estudo. Aqui o esqueleto foi chamado de "Joaquim", e as anotações nos ossos mostram como ele foi importante para gerações de estudantes de medicina da família Schlatter aprenderem anatomia, como pode ser visto no eixo "Conhecimento" da exposição " DESAFIOS: A Medicina e a luta pela vida". A doação ao MUHM foi feita por Olga Schlatter, que também doou outras importantes peças do acervo da família ao museu antes mesmo de sua abertura, em 2007.

Reconstrução facial forense esqueleto "Joaquim"



O processo


Parceiro da iniciativa, o laboratório Irradial funciona, assim como o próprio MUHM, no prédio da Beneficência Portuguesa, e realizou a primeira parte do procedimento para revelar a face de "Joaquim": uma tomografia completa do esqueleto. Depois o 3D artist Cícero Moraes, que atua em reconstrução facial forense, chegou ao desenho do rosto utilizando o software livre "InVesalius". Para aproximar a idade do esqueleto, o artista consultou o odontólogo forense Paulo Miamoto que estipulou a faixa etária do Joaquim entre 30-50 anos.

Tomografia: laboratório Irradial

Tomografia teve acompanhamento de técnicos da Irradial e historiadores do MUHM

(Clique para ampliar a imagem)

 

O resultado

O trabalho final foi apresentado no 14º Fórum Internacional de Software Livre, mas desde o dia 03 pode ser visto pelos visitantes que vierem visitar o Museu de História da Medicina, em Porto Alegre (av. Independência, 270). Atualmente o esqueleto é a parte do acervo mais lembrada e retratada em desenhos de ações educativas com estudantes e pesquisas de opinião, especialmente entre crianças.


História da Medicina em 3D revela face de "Joaquim", esqueleto do @muhmrs


Desenho com "Joaquim"


(Clique para acessar o vídeo e ampliar a imagem)



Serviço

O MUHM é mantido pelo Sindicato Médico do RS (SIMERS) e fica na av. Independência, 270, onde pode ser visitado deterças a sextas-feiras, das 11h às 19h, sábados, domingos e feriados, das 14h às 19h, com entrada franca. Mais detalhes em www.muhm.org.br, pelo e-mail museu@muhm.org.br ou pelo fone (51) 3029-2900.


Reconstrução facial forense esqueleto "Joaquim"



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