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17/03/2014 | Versão para Impressão

MUHM sedia treinamento de mediadores de exposio de MSF



Na noite da última quinta-feira (13) o Museu de História da Medicina (MUHM) sediou o treinamento dos voluntários de Porto Alegre responsáveis pela recepção aos visitantes da exposição "Campo de Refugiados", da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF). Além dos voluntários, recrutados via Facebook, os guias da exposição, profissionais da área médica e também de outras áreas que trabalham com o MSF,  participaram da atividade. A exposição está aberta a visitação de 14 a 23 de março no Parque da Redenção, próximo ao Salão de Atos da UFRGS.

A diretora interina de Comunicação de MSF Vânia Alves agradeceu o espaço do MUHM para o treinamento e falou sobre o que o visitante encontrará na exposição. "Quem for ao Parque da Redenção vai ter a oportunidade de vivenciar um pouco o que é um campo de refugiados, as dificuldades pelas quais passam, além de conhecer o trabalho realizado por Médicos Sem Fronteiras", disse a diretora. 

O visitante vai poder sentir como é ser um refugiado a partir da entrada na exposição, ao receber uma nova identidade para o percurso, com uma pequena biografia. A seguir os guias conduzem o visitante ao que costuma ser a primeira moradia do refugiado, uma tenda rústica, que serve de abrigo até a montagem de uma barraca enviada por organizações internacionais. Também é possível conhecer o trabalho de aproveitamento e gestão da água, uma das grandes dificuldades nos campos, e também as latrinas utilizadas nesses locais. Nas tendas seguintes o visitante conhece os espaços de triagem, vacinação, recuperação de nutrição e apoio psicológico. Ao final é possível se reconhecer, na identidade então assumida: é hora de descobrir que a pessoa que o visitante interpretou existe, de fato, ver como ela é.

A diretora médica do MSF Brasil, Carolina Batista, é uma das guias da exposição em Porto Alegre. A médica contou como iniciou o trabalho na organização e sobre as dificuldades enfrentadas. "Eu entrei na Medicina por causa do trabalho de Médicos Sem Fronteiras, onde estou desde 2007. É feito um treinamento bastante intenso com quem entra, pois a realidade é bastante dura", explica a médica. Segunda a diretora, os especialistas mais necessários são ginecologistas e obstetras, anestesistas e cirurgiões.

A parceria entre MSF e MUHM pode dar mais frutos, de acordo com o diretor técnico do museu, Éverton Quevedo. "O MUHM foi procurado por Médicos Sem Fronteiras para sediar essa oficina aos mediadores e para nós é uma proximidade muito interessante, pois há a possibilidade de trazer outras exposições e esta é uma experiência bastante enriquecedora", disse Quevedo. 

O horário de visitas da exposição no Parque é das 9h30min às 16h30min, e a entrada é gratuita.

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