PILLA, Raul Zenari

Natural de Porto Alegre (RS), 20 de janeiro de 1892 – Porto Alegre em 7 de junho de 1973. Filho de imigrantes italianos, José Pilla e de Jovina Zenani Pilla. Fez seus estudos no Colégio Júlio de Castilhos, em sua cidade natal, onde aos 17 anos assumiu o cargo de secretário do diretório central do Partido Federalista. Posteriormente, afirmaria que se aproximou do partido influenciado pelas ideias de Apeles Porto Alegre, seu professor de história no ginásio, adepto do parlamentarismo, uma das principais bandeiras dos federalistas. Formou-se pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre, em 1916, com a tese: “O som no tratamento da surdez”. Formou-se também como Bacharel em Ciências e Letras, pela mesma instituição. Foi Ajudante Preparador de Patologia Geral da Faculdade de Medicina de Porto Alegre, em 1917; Preparador e Professor Interino de Filosofia da Faculdade de Medicina de Porto Alegre, em 1917; Livre-docente de Fisiologia, Faculdade de Medicina de Porto Alegre, em 1924; Professor de Fisiologia, em 1926; Secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, 1936-1937. No ano de 1925, juntamente com Leonardo Truda, fundou em Porto Alegre o Diário de Notícias. Em 1926 passa no concurso para docente da Faculdade de Medicina de Porto Alegre, se tornando catedrático de Fisiologia, ofício que vai perpetuar até sua aposentadoria, em 1962, aos 70 anos. Em março de 1928, Raul Pilla e Assis Brasil, representando a direção provisória da Aliança Libertadora, convocaram um congresso da agremiação em Bajé, que resultou na fundação do Partido Libertador (PL) e em 1930 assume a presidência do Partido. Foi Deputado Federal - Constituinte, RS, PL assumindo em 06 de fevereiro de 1946; Deputado Federal, assumindo em 01 de fevereiro de 1951; Deputado Federal - RS, PL , tomando posse em 02 de fevereiro de 1955; Deputado Federal, com posse em 16 de março de 1959; Deputado Federal, com posse em 02 de fevereiro de 1963.Em maio de 1965, diante de rumores acerca da extinção de todos os partidos políticos, Pilla pronunciou um discurso defendendo o PL, que, no seu entender, não era “qualquer partido, porque tinha história e, mais que uma história, uma gloriosa tradição e, pode-se também dizer, uma valiosa folha de serviços à democracia e à República”. Em outubro, o presidente Humberto Castelo Branco editou o Ato Institucional nº 2, determinando, entre outras medidas, a extinção de todos os partidos políticos. Dissolvido o PL e instaurado o bipartidarismo, Raul Pilla se integrou à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação formada pelas forças que apoiavam o governo. Pouco tempo depois, no entanto, iniciou sua retirada da vida política, estando já muito abalado pela morte da esposa, Ester Olinto Pilla, ocorrida em 1966. Participou ainda da Sociedade de Medicina de Porto Alegre; Associação Riograndense de Imprensa; Associação Brasileira de Imprensa. Obras publicadas: O som no tratamento da surdez, 1916; Da correlação de funções, 1925; Funções de linguagem, 1926; Concepção fisiológica da medicina, 1938; Linguagem médica, 1942; Meio interno, palavra de um professor, 1949; Catecismo parlamentarista, 1949; Presidencialismo ou parlamentarismo? (em colaboração com Afonso Arinos), 1958; Resenha histórica da cadeira de Fisiologia na Fac. de Medicina de Porto Alegre, 1960; O professor e a medicina, 1961; A revolução julgada: a crise institucional, 1969; Discursos parlamentares, 1980. Conferências e discursos publicados em opúsculos.

http://www.oexplorador.com.br/raul-pilla-patriarca-do-partido-libertador-obstinado-defensor-do-parlamentarismo/

https://www.camara.leg.br/deputados/131141/biografia

http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/pilla-raul

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