WALLAU, Carlos

Natural de Nova York (USA), 28 de julho de 1860 - Porto Alegre (RS), 6 de abril de 1918. Na certidão consta o nome Frederik Augustus Charles de Wallau. Mais tarde, pessoalmente, desistiu do nome pomposo, passando a intitular-se apenas Carlos Wallau, nome ratificado com o advento da República, ao ser naturalizado brasileiro. Após a morte do pai, mãe, com Carlos e as filhas mulheres, recebeu aconselhamento e empreendeu a terceira viagem, desta vez destinada a Porto Alegre (RS), onde aportaram em 02 de novembro de 1864. Iniciou os estudos primários aos sete anos, orientado pelo tio, Clemente Wallau; iniciou-se também no alemão e na música. Educado em meio a mulheres, aprendeu a costurar trabalhos que me proporcionaram certa habilidade manual, em proveito das operações delicadas e plásticas. Não descurou da ginástica para reverter aniquilamentos das moléstias de infância, sobretudo a escarlatina. Em 1874, passou a fazer parte como interno do colégio jesuíta Nossa Senhora da Conceição. Em 1876 matriculou-se no Colégio Gomes, depois substituído pelo Souza Lobo, todos em Porto Alegre. Conviveu então com os amigos Júlio de Castilhos, Assis Brasil, Homero Baptista, Aureliano Barbosa, Ernesto Alves, Ildefonso Pires de Moraes Castro e outros. Em 1880, matriculou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Em 1885, formou-se com a tese sobre “medicação anestésica” na cadeira de Therapêutica. Em 1886, visitou Porto Alegre, as irmãs, e a seguir buscou aperfeiçoamento na Europa. Em fins de junho, desembarcou na Antuérpia, com visitas a Berlim, Viena, Londres e Paris, onde especializou-se em cirurgia; ginecologia e obstetrícia; vias urinárias. Em outros cursos, buscou a bacteriologia e laringoscopia, além de medicina interna. Em 1887, retornou a Porto Alegre, iniciando sua vida clínica, praticando intervenções de “alta cirurgia”. Em 1890, foi nomeado diretor da 4a Seção de Cirurgia da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, onde trabalhou por vinte e sete anos. Ainda em 1890, designado pela bancada rio-grandense, foi a Berlim estudar a descoberta do professor Koch, a cura da tuberculose pela tuberculina. Ao ser fundada a Faculdade de Medicina de Porto Alegre, o Dr. Wallau aceitou o convite para lecionar na cadeira de operações e aparelhos. Vagando mais tarde a segunda cadeira de clínica, foi nomeado para regê-la e logo após transferido para a primeira cadeira. Posteriormente, tornou-se professor catedrático de clínica cirúrgica. Foi diretor eleito da Faculdade, de 1912 a 1913, tendo sido, na sua gestão, iniciadas as obras do prédio da Sarmento Leite. Participou do grupo teuto-católico que ajudou a fundar o Hospital Alemão hoje Moinhos de Vento. Publicou as obras: Um Caso Teratológico Raríssimo, P. Alegre, 1912. Massagem Direta do Coração na Síncope Cardíaca, id, 1915. Uma Operação de Bramam, id, 1916. Corpos nas Cavidades do Corpo Humano, id, 1917. Martirológio de Paciente Atacado Quatro Vezes pelo Treponema Pálido de Schaudin, id, 1917. Um Novo Tratamento Cirúrgico Para o Tratamento da Epilepsia, de Lewandowski, traduziu. Inéditas: Um Pouco de Cirurgia Gástrica. O Cirurgião, um Artista. Cuidados Pós-Operatórios. Particularidades e Frequência do Cancro entre nós. Anomalias Congênitas. O Estado Atual da Anestesia Raquidiana, de Bier, traduziu. Casou-se com Maria Luiza Wallau, pai do também médico Humberto Wallau.

http://academiademedicinars.com.br/cadeiras/carlos-wallau/

http://antoniovalsalva.blogspot.com/2010/03/prof-carlos-wallau.html

Aviso de Privacidade

O Simers utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para melhorar a experiência de usuário. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.

Ver Política
;